20 de Setembro
É o meu Rio Grande do Sul, Céu, Sol, Sul, Terra e Cor...

"Eu sou do sul, é só olhar pra ver que eu sou do sul A minha terra tem um céu azul, é só olhar e ver"
Parabéns a todos os Gaúchos de todas as querências...
Dica de vídeo: http://br.youtube.com/watch?v=qxTcTPDxjJM
Escrito por Bodegueiros às 09h17
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O Orgulho Gaúcho
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May (1850): “ Todos os gaúchos têm a soberba dos antigos espanhóis e, em conseqüência das particularidades da vida que levam, são geralmente apaixonados amantes da liberdade. Cada qual julga-se uma caballero (no sentido de cavalheiro) e trata o próximo com a mais requintada cortesia, a fim de ser pelos outros tratado do mesmo modo. Ao mais pobre-diabo e mesmo aos mendigos, tratam com senhoria. O estrangeiro que supõe poder tratar um gaúcho com desdém por se julgar mais rico ou mais importante, cedo ou tarde se arrependerá. O desprezo manifestado costuma ser castigado com uma boa dose de grosseria, e se esta não produz resultado, será desventrado a faca. Uma vez porém que se trate o gaúcho de modo igualitário, ter-se-á nele, em pouco tempo, o mais fiel e dedicado dos amigos.

Charles Darwin em sua viagem no Beagle, quando na Bacia do Prata, encontrou gaúchos e o espanto da descrição é eloqüente: "Nunca vi pessoas mais orgulhosas de seu trabalho, uma atividade tão simples" .
Para falar-mos aqui do Rio Grande, Schweidson, descreve perfeitamente a surpresa dos primeiros colonos judeus que chegavam da Rússia e se instalavam em Filipson em Santa Maria no século passado: - "Observaram com vivo interesse, que os gaúchos, mesmo apeados, desassociados dos voluntariosos cavalos, conservavam ainda assim uma indiscutível altivez e imponência, dando realce à firmeza e decisão dos passos, o rilhar metálico das esporas. " . Depois, Schweidson mostra como, pouco a pouco, os colonos iam sendo atraídos pelos costumes locais e aos poucos, tornavam-se também, para seu orgulho, gaúchos.
fonte: ijui |
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Escrito por Bodegueiros às 20h16
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Mais Uma da Série - Orgulho do Rio Grande
De Onde Virá o Grito???
(por Arnaldo Jabor)
"Você também é mais um (ou uma) dos que preenchem seu tempo com ressentimentos passivos? Conhece gente assim? Pois é. O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos. Olham o escândalo na televisão e exclamam " que horror". Sabem do roubo do político e falam "que vergonha". Vêem a fila de aposentados ao sol e comentam "que absurdo ". Assistem a uma quase pornografia no programa dominical de televisão e dizem "que baixaria". Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram " que medo". E pronto! Pois acho que precisamos de uma transição "neste país". Do ressentimento passivo à participação ativa.".
Pois recentemente estive em Recife e em Porto Alegre , onde pude apreciar atitudes com as quais não estou acostumado, paulista/paulistano que sou. Em Recife, naquele centro antigo, história por todos os lados. A cultura pernambucana explícita nos out-doors, nos eventos, vestimentas, lojas de artesanato, livrarias. Um regionalismo que simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém.
No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa. Abriram com o Hino Nacional. Todos em pé, cantando. Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul. Fiquei curioso. Como seria o hino? Começa a tocar e, para minha surpresa, todo mundo cantando a letra!
"Como a aurora precursora / do farol da divindade, / foi o vinte de setembro /o precursor da liberdade"
Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão. Com garrafa de água quente e tudo. E oferece aos que estão em volta. Durante o evento, a cuia passa de mão em mão, até para mim eles oferecem. E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem. Aquilo cria um espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou acostumado...
...Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais o que é "comunidade”. Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo. Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Pois é... Foi então que me deu um estalo. Sabe como é que os "ressentimentos passivos" se transformarão em participação ativa? De onde virá o grito de "basta" contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do Brasil? De São Paulo é que não será. Esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em São Paulo.
Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais interesse por sair às ruas contra a corrupção. São Paulo é um grande campo de refugiados, sem personalidade, sem cultura própria, sem "liga". Cada um por si e o todo que se dane. E isso é até compreensível numa cidade com 12 milhões de habitantes.
Penso que o grito - se vier - só poderá partir das comunidades que ainda têm essa "liga". A mesma que eu vi em Recife e em Porto Alegre. Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira. Ou talvez os Pernambucanos. Que buscarão em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo.
D e minha parte, eu acrescentaria, ainda: "...Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra..."

Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles."
É ai que me refiro, este mês sugiro que seja assim. Quem tiver algum texto ou algum vídeo que achares interessante publica ai no sitio. O quadro “Orgulho do Rio Grande” vai até o final de setembro.
Aqle Abraço i tchau tchê!!
postado por não, o peleador!
Escrito por Bodegueiros às 10h08
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